Literatura CNEC

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 O Naturalismo e a Obra

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AutorMensagem
Flávio Machado
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MensagemAssunto: O Naturalismo e a Obra   Seg Ago 01, 2016 10:00 pm

Uma alegoria do Brasil do século XIX - Ao ser lançado, em 1890, "O Cortiço" teve boa recepção da crítica, chegando a obscurecer escritores do nível de Machado de Assis. Isso se deve ao fato de Aluísio de Azevedo estar mais em sintonia com a doutrina naturalista, que gozava de grande prestígio na Europa. O livro é composto de 23 capítulos, que relatam a vida em uma habitação coletiva de pessoas pobres (cortiço) na cidade do Rio de Janeiro.

Faça um parágrafo, completo, coerente e coeso, contendo no mínimo 8 e no máximo 12 linhas, realizando um breve resumo da obra, relacionando-a às teses e ideais defendidos pelo movimento naturalista.
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Lucas Souza



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Ter Ago 02, 2016 1:42 pm

A obra ''O Cortiço'', de Aluísio de Azevedo, é um clássico representante do Naturalismo, movimento  que se desenvolveu no fim do século XIX e meados do século XX e que pode ser considerado um desdobramento do Realismo. Durante toda a leitura do livro, é evidente a presença de teses defendidas pela corrente literária mencionada, como a Zoomorfização - influenciada pelo Darwinismo - animalização dos seres humanos, análises comportamentais, biológicas e patológicas, conferindo um tom científico à produção. Além disso, as críticas e questionamentos à burguesia, e ao comportamento humano circundam toda a obra, retratados principalmente na figura da Bertoleza (personagem que envolve críticas à exploração social, em razão de seu papel dentro do cortiço), de João Romão (que leva sua vida baseada em preceitos capitalistas, buscando, exclusivamente, o lucro, obtido através de várias e várias privações). Além disso, é frequente as influências deterministas sobre a obra, retratadas, pela atuação do meio (Cortiço) sobre o homem (Jerônimo, português trabalhador que, aos poucos, vai abrasileirando-se).
''Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, e tragava dois dedos de parati pra cortar a friagem. Volvia-se preguiçoso, resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor. Uma transformação lenta e profunda''.
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Luan Alves

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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qua Ago 17, 2016 5:06 pm

Sendo "O Cortiço", redigido por Aluísio de Azevedo, integrante do movimento literário Naturalista; Ocorre a análise patológica e biológica das personagens, expondo os as mazelas que assolam a consciência e regem o caráter individual como evidenciado a seguir: O personagem João Romão é caracterizado como um português de extrema ambição que faz uso de diversos artifícios (sendo alguns ilícitos) para enriquecer, como exposto no trecho seguinte do capítulo I da obra: " Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. ". A personagem Bertoleza por sua vez representa a opressão vivida por uma escrava negra, assim como descrito no trecho também do capítulo I: " Bertoleza representava agora ao lado de João Romão o papel tríplice de caixeiro, de criada e de amante. [...] Varria a casa, cozinhava, vendia ao balcão na taverna, quando o amigo andava ocupado lá por fora; fazia a sua quitanda durante o dia no intervalo de outros serviços [...] ". O personagem Jerônimo por sua vez é um ícone da presença Determinista na obra, sendo este influenciado a ponto de abandonar os costumes lusitanos em prol dos brasileiros: "Jerônimo alheou-se de sua guitarra e ficou com as mãos esquecidas sobre as cordas, todo atento para aquela música estranha, que vinha dentro dele continuar uma revolução começada desde a primeira vez em que lhe bateu em cheio no rosto" (capítulo VII). Já o personagem Miranda caracteriza a "nobreza", envolvido em um casamento infeliz alçado em relações financeiras: "a verdadeira causa da mudança estava na necessidade, que ele reconhecia urgente, de afastar Dona Estela do alcance dos seus caixeiros. Dona Estela era uma mulherzinha levada da breca: achava-se casada havia treze anos e durante esse tempo dera ao marido toda sorte de desgostos." Dessa forma, a obra analisa por meio de caricaturas das mais diversas classes sociais as transformações e interações interpessoais e com o meio dos indivíduos em sua vivência.
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Rafaela Arruda



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qua Ago 17, 2016 9:37 pm

A obra "O Cortiço" de Aluísio de Azevedo retrata perfeitamente o naturalismo e é tido com uma das principais obras dessa escola literária devido a características marcantes do livro, como a análise das atitudes e modo de vida das personagens e o zoomorfismo, presente em muitas passagens da obra. As principais personagens são: Bernoleza, a escrava que trabalha todos os dias o dia todo e parceira de João Romão, é retratada de acordo com a opressão ocorrida na época; João Romão, dono do cortiço que desde que seu antigo patrão o deixou uma venda ao mudar-se vive em prol do lucro, retrata a ganância do homem e a vontade de ter o status elevado perante a sociedade; Jerônimo, português recente no Brasil, busca emprego na pedreira de João Romão e estalagem no cortiço, em principio, um bom trabalhador, porém ao decorrer do livro nos indica o Determinismo e acaba por "abrasileirar-se"; e também há Miranda, burguês que mudara para perto do cortiço e frequentemente reclamava de tal, vive um casamento infeliz devido a interesses financeiros, caracterizando-se o nobre. Notamos então uma grande variedade tanto de classe como de raça e meio.
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Vitor brito



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qua Ago 17, 2016 10:15 pm

Em "O Cortiço" é notório o naturalismo e o determinismo, além de um grande zoomorfismo que no desenrolar da trama mostra estar enraizado na sociedade da época.
O Cortiço tem seu inicio com João um empregado de um português que acaba herdando uma venda frente a uma pedreira, com o tempo ele com ajuda de Bertoleza, uma escrava, com a qual tinha certas relações pessoais e de trabalho, acaba expandindo suas posses e construindo um pequeno cortiço que posteriormente viria a se tornar uma grande estalagem. Nesse ambiente é que se desenvolve a trama. Um lugar hostil, que por sua vez acaba transformando as pessoas que o habitam em seres humanos que vivem agindo somente pelo instinto e se aproximando cada vez mais de animais, entre varias intrigas e desavenças João Romão desenvolve uma rixa com Miranda, um nobre que se muda para o lado do cortiço, porém tal rixa o ajuda a aumentar sua ganancia e melhorar seu estilo de vida, os moradores do cortiço por sua vez com o tempo se corroem tornando suas vidas cada vez mais amarguradas, entre os personagens principais estão presente: Jeronimo, João Romão, Miranda, Stela, Rita Baiana e Bertoleza. Além de personagens de menor enfoque como Albino, Leocádia, Paula, Zumira, entre outros.


Última edição por Vitor brito em Qua Ago 17, 2016 10:31 pm, editado 1 vez(es)
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Maria Amélia



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qua Ago 17, 2016 10:26 pm

"O Cortiço", obra naturalista marcada pela análise social a partir de grupos marginalizados, valorizando a coletividade. Os principais personagens são: Miranda, um português que se casou para obter sua ascensão social, vive uma vida infeliz ao lado de sua esposa Estela, morador de um sobrado ao lado do cortiço. João Romão, português, dono da pedreira e da estalagem, ambicioso que explora sua amante Bertoleza. Bertoleza, escrava que pensa ser alforriada, trabalha todos os dias, domingos e dias santos para João Romão seu amante. Rita baiana, mulata, amiga de todos do cortiço, distribui seu charme e encantos aos homens, no começo ela tem uma relação com Firmo (não era morador do cortiço) mas se deixa levar pela paixão ao recém chegado Jerônimo (que era casado) do cortiço. Jerônimo, português trabalhador, esforçado e honesto, chefe da pedreira, que ao se envolver com Rita perde todos os seus princípios. Piedada, é abandonada pelo marido Jerônimo e se entrega a bebedeira. Pombinha, moça educada e querida por todos acaba se entregando a prostituição após ser molestada pela madrinha. E a uma tese que diz que o personagem principal se trata do próprio cortiço.
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Caio José



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qua Ago 17, 2016 10:28 pm

A obra "O Cortiço" é uma das principais representantes do movimento naturalista. O livro escrito por Aluísio de Azevedo retrata o cotidiano do cortiço São Romão. O cortiço foi fundado por João Romão que inicialmente é caracterizado como um ser extremamente ganancioso, avarento e invejoso porém ao decorrer obra se torna um símbolo de luxúria e nobreza. Essa brusca mudança deve-se principalmente a convivência com Miranda que também era um símbolo de nobreza. Entre os personagens do livro destacam-se Jerônimo e Pombinha. O primeiro era português, mudou-se para o cortiço com a família para trabalhar porém após alguns meses de vivência com os outros residentes "abrasileirou-se" deixando de lado as tradições de sua terra natal para viver como brasileiro, em um romance proibido com Rita Baiana chega a abandonar sua família para fugir com a mulata. Pombinha por sua vez era a protegida do cortiço, pura e adorada por todos. Porém após conviver com Léonie sua caracterização muda completamente, se torna prostituta e viciada nos prazeres carnais. Nesses dois personagens fica claro a presença da doutrina determinista, o português que após conviver com brasileiros, "abrasileira-se" e a moça que era pura tornou-se viciada em prazeres. A ideologia determinista presente na obra fica ainda mais clara no final do livro, na seguinte citação "Pombinha abria muito a bolsa, principalmente com a mulher de Jerônimo, a cuja filha, sua protegida predileta, votava agora, por sua vez, uma simpatia toda especial, idêntica à que noutro tempo inspirara ela própria à Léonie. A cadeia continuava e continuaria interminavelmente; o cortiço estava preparando uma nova prostituta naquela pobre menina desamparada..." na qual o autor caracteriza o cortiço como meio que viria a produzir prostitutas. Além do determinismo nota-se também a influência do zoomorfismo na obra, já que ao fazer a descrição dos personagens o autor muitas vezes os compara a animais.


Última edição por Caio José em Qua Ago 17, 2016 11:07 pm, editado 2 vez(es)
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Danilo Cesar



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qua Ago 17, 2016 10:43 pm

A manifestação literária Naturalismo, teve inicio na publicação de O Mulato de mesmo autor de O Cortiço, Aluísio de Azevedo. A obra destacou-se durante o movimento pela forma com a qual retrata a sociedade da época, analisando as personagens biológica e patologicamente e reproduzindo o meio marginal da sociedade. Na obra, além desses, é possível encontrar outras características da corrente filosófica da época, considerada uma ramificação do Realismo, como o zoomorfismo (animalização das personagens) e o intensificado determinismo.A animalização das personagens pode ser observada em diversos momentos da obra, como quando “Jeromo” é comparado a um touro devido a sua força e brutalidade. Em outras partes da obra também é possível ver as diferentes classes: os moradores do cortiço representando os marginais que estão sendo explorados; João Romão, que representa o capitalismo no ato de enriquecer-se e juntar bens materiais e Miranda, membro da classe alta da sociedade.
Ao longo dessa importante obra do Naturalismo, observa-se, também, de forma clara a influencia do meio sobre cada morador do cortiço. O exemplo mais claro é a abrasileiração de “Jeromo” após sua mudança, que passa de exemplo de trabalhador ao mais preguiçoso, alem da troca do chá pelo café e da musica.
Ao tentar se enriquecer e subir sua classe, João Romão utiliza-se de diversos meios. Dentre eles se privar de varias regalias que seu poder aquisitivo lhe permitia, e explorar não só os moradores de sua estalagem, como também Bertoleza (que,da mesma forma, é explorada sexualmente). Em um importante momento da obra, o personagem vê que alem do capital, que o separa da classe alta, também tem-se os costumes e as ações. E a partir disso, tenta aderir a esses atos.


Última edição por Danilo Cesar em Qua Ago 17, 2016 11:00 pm, editado 2 vez(es)
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Vitor Rocha



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qua Ago 17, 2016 10:45 pm

''O Cortiço'', umas das principais obras naturalistas retrata o ambiente do cortiço, os seus habitantes e as suas relações entre si. A obra de Aluísio de Azevedo apresenta características marcantes dessa escola escola literária como a animalização dos personagens, instinto natural e retrato da realidade, alem de estar ligada a correntes filosóficas como o determinismo e o darwinismo. O autor representa seus personagens com traços bem marcantes e peculiares destacando se João Romão, rico comerciante e dono do cortiço e que busca aumentar seus lucros, demonstrando assim a ganância; Bertoleza, mutala escrava que trabalha dia e noite, é explorada sexualmente pelo seu patrão João e o entrega todos os seus ganhos; Miranda, um português que obtêm características burguesas porem vive um casamento intencionado ao status social e financeiro regado a infelicidade e cheio de traições com sua esposa Estela e Jeronimo, migrante português que se mudo para o cortiço com sua esposa e filha. Se apresenta como um exelente trabalhador e homem honesto ganhando assim a confiança de seu chefe João. Porém aos poucos ele vai abrasileirando se e adquirindo um esteriótipo de um brasileiro nato, o que interfere na história.
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gabrielmaiaquintana



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 1:27 am

Considerado o melhor representante do naturalismo brasileiro, a obra "O Cortiço" de Aluísio de Azevedo conta a história dos habitantes da estalagem de João Romão, um português ganancioso que deseja ficar mais rico a cada dia. A obra demonstra também a vida de outros personagens que são retratados de forma animalizada e agindo por instintos. A obra também demonstra claramente correntes de pensamento como o darwinismo social em que o homem se torna produto do meio em que vive como no caso de Jerônimo, português trabalhador que se abrasileira e sofre radical transformação e abandona todos seus costumes europeus.
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Alice Alves



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 2:58 pm

A obra “O Cortiço” de Aluísio Azevedo é uma das principais obras naturalistas, no qual ocorre uma análise patológica e biológica dos personagens, além do zoomorfismo e do determinismo. Os principais personagens são : João Romão, que leva sua vida na ganância, buscando principalmente o lucro. Bertoleza, companheira de João Romão, que representa uma escrava negra, que trabalhava todos os dias e é retratada de acordo com a opressão ocorrida na época; O personagem Jerônimo , português trabalhador e honesto, que torna-se administrador da pedreira de João Romão e no decorrer da obra acaba se “abrasileirando-se”. E Miranda, um português que vive um casamento infeliz com sua esposa, mantido somente por razões financeiras.
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Eduarda Araújo



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 3:47 pm

Na literatura brasileira, O Cortiço é o romance mais exemplar da estética realista-naturalista. Nele, pode-se perceber com clareza a visão que os naturalistas tinham das relações sociais no desejo de enriquecimento que toma o personagem João Romão, e ainda a imagem que os naturalistas faziam das relações pessoais no envolvimento amoroso entre Jerônimo e Rita Baiana.O autor da obra não nos mostra uma simples história,mas uma análise científica dos personagens,que evidencia principalmente os seus defeitos, contando com elementos como o Darwinismo,a crítica social (que é representada com a exploração do homem pelo homem), o Zoomorfismo (Os personagens não são só comparados a animais e plantas, mas também com características e instintos próprios deles),e também o Determinismo que pode ser analisado no caso da personagem Pombinha, que fora criada em meio a prostituição e no fim acaba se tornando uma prostituta, e no caso do personagem Jerônimo que era português e mudou-se para o cortiço com a família para trabalhar mas acabou "abrasileirando-se" e deixando de lado suas tradições para viver como brasileiro em um romance proibido com Rita Baiana.
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João Vítor Xavier



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 4:40 pm

O romance O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, e uma obra que segue a estrutura do Naturalismo.
Este foi um movimento que surgiu a partir do Realismo e buscava fazer um retrato fiel da sociedade da época e mostrando principalmente os aspectos negativos das pessoas e situações analisadas.
Este movimento apresentava grande foco na descrição de atitudes e comportamentos das pessoas e se valia da zoomorfização das personagens para descrevê-los. Em paralelo a este movimento várias correntes científicas tomavam forma na Europa, como o darwinismo, o determinismo e a psicanálise, influenciando as obras realistas e naturalistas e dando-as um viés científico.
Nessa obra especificamente percebe-se uma forte influencia determinista nos personagens que se corrompiam pois o meio onde viviam não era propício para a formação do individuo, como é o caso de Jerônimo, antes esforçado e trabalhador, após a convivência com o cortiço se tornará o oposto do que era.
Como em várias obras que buscam criticar a sociedade, os personagens eram extremamente caricaturados. Cada um representando um esteriótipo e evidenciando um problema social, seja ele a exploração, o vício ou a prostituição.
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Daniana Pereira



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 4:46 pm

A obra ''O Cortiço'', de Aluísio de Azevedo, é um clássico representante do Naturalismo (sendo também uma de suas obras-O Mulato- quem da início a esse movimento).Destacou-se durante esse processo pela forma com a qual retratava a sociedade da época, criando um paralelo entre a recém inaugurada República e as mazelas sociais, a qual os cortiços estavam sendo extinguidos por causa de doenças;e famílias propriamente ditas portuguesas, que visavam o comércio e o lucro. Em sua obra, apresenta características marcantes dessa escola escola literária como: animalização dos personagens, instinto natural e retrato da realidade, além de estar ligada a correntes filosóficas como o Determinismo e o Darwinismo social. Como em várias obras que buscam criticar a sociedade, os personagens eram extremamente caricaturados, ou seja, cada um representando um esteriótipo e evidenciando um problema social.
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João Vitor Valadares



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 5:48 pm

O livro " O Cortiço", escrito por Aluísio Azevedo, fortemente influenciado pelo naturalista francês Émile Zola, nos leva a um cortiço, no Rio de Janeiro, no final do século 19. Nesse romance, o naturalismo e suas características são moldadores da historia e dos acontecimentos que a narrativa expõe. A pobreza, corrupção, injustiça e traição, são os principais componentes abordados pelo autor em tom de denúncia e com a sua crítica análise psicológica e comportamental, típica dos naturalistas, detalha os personagens e o próprio cortiço impiedosamente buscando mostrar todas as piores faces do ser.
A historia começa com João Romão ( português com caráter mesquinho e ganancioso, que busca enriquecer de qualquer forma), e junto de Bertoleza ( negra que se subordina a trabalhar exaustivamente para João Romão) vão construindo casinhas em um tereno até este virar o cortiço. A partir daí o autor expõe uma pluralidade de personagens, sempre fazendo uma análise profunda deles, e lançando esteriótipos sobre estes.
Uma corrente filosófica que ganha destaque na obra é o Determinismo de Taine, o qual afirma que fatores biológicos, históricos e do meio determinam o ser e suas características. A historia aborda essa filosofia com destaque ao personagem Jerônimo (português honesto, trabalhador e com todas as qualidades de um europeu), acaba sofrendo uma drástica mudança por causa do meio, passando a ser alcoólatra e preguiçoso ( como está escrito no livro Jerônimo abrasileirou-se).
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Ana Luísa Morato Nicoli



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 6:58 pm

A obra O Cortiço de Aluísio de Azevedo, relata muito bem o Naturalismo, que se iniciou no final do século XIX e início do século XX, e é uma das principais obras dessa escola literária.
A obra mostra características marcantes do Naturalismo, como a animalização dos personagens, retrato da realidade e o instinto natural, e está ligada as darwinismo e ao determinismo.
Todos os personagens da obra representavam um determinado tipo de pessoa e também um problema social, como João Romão que ganha destaque na obra, era o dono do cortiço, rico e comerciante, Bertoleza que era explorada pelo seu patrão e uma escrava que trabalhava dia e noite, Pombinha que no fim vira uma prostituta, Miranda que é fruto de um casamento com Estela no qual é uma união por dinheiro e não por amor, e Jerônimo que era um português que mudou com a sua família para o cortiço para trabalhar e acaba abrasileirando-se.
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Vinícius Eduardo



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 7:46 pm

A obra de Aluísio Azevedo, "O Cortiço", um dos melhores representantes do naturalismo brasileiro, retrata a vida de pessoas animalizadas em um cortiço, que também apresenta traços animalísticos ao decorrer da história, que apresenta como dono João Romão, homem de grande ganancia que aumentava sua riqueza cada vez mais, até transformar seu cortiço em uma avenida com uma enorme movimentação. Além desse zoomorfismo, temos na obra também o aparecimento de correntes filosóficas como o darwinismo e o determinismo, retratadas por exemplo no personagem Jerônimo, que "abrasileirou-se" e mudou todos os seus costumes.
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Letícia Sousa



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 8:04 pm

Considerado uma das principais obras que representam o Naturalismo, “O cortiço”, de Aluísio de Azevedo retrata diversas mazelas sociais vividas durante o século XIX e meados do século XX. Durante todo o livro, pode-se notar certa oposição ao Romantismo e um desdobramento do Realismo.
A perspectiva do autor em representar elementos Naturalistas através dos personagens, como por exemplo, em uma passagem em que uma pessoa é vista “fungando e fossando”, ou quando aparecem fazendo um “zumzum crescente em volta das bicas” é uma representação da animalização (zoomorfismo). Além disso, é possível fazer uma análise da obra como sendo extremamente objetiva, com sua linguagem clara e simples, denunciando os problemas sociais vivenciados naquela época, como a marginalização e a violência.
A retratação do Determinismo é feito pelo personagem Jerônimo, um português que mudou-se para o Brasil, e até certo ponto era visto como um trabalhador exemplar, mas que ao longo do tempo vai abrasileirando-se, começando a sentir desinteresse pelo trabalho pesado e passando a admirar a cultura brasileira. Ainda mais, os personagens João Romão, Miranda e Dona Isabel revelam a ambição e atos visando apenas o interesse econômico e ascensão social.
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Gabriele Álvares



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 8:27 pm

O cortiço romance de Aluísio Azevedo é considerado o melhor representante do movimento naturalista brasileiro sendo as principais características  a animalização dos personagens e consequentemente as ações baseadas nos instintos naturais tais como sexuais e de sobrevivência .
 A trajetória de João Romão apresenta a visão naturalista das relações sociais, enquanto a de Jerônimo indica a perspectiva adotada pela escola no que diz respeito às relações pessoais. Nos dois casos, evidenciam-se patologias que definem os desvios morais das personagens .
A ambição de João Romão não é condenada, afinal, ele apenas se aproveita das oportunidades oferecidas pela sociedade capitalista então nascente. Ocorre que, nele, a vontade de prosperar transforma-se em doença, em “febre de possuir”. Sua falta de escrúpulos é tamanha, que passa a explorar a companheira Bertoleza até o ponto da saturação, quando a troca por uma companhia que promete frutos mais lucrativos.
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Luiza Rosa



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 8:39 pm

A obra de Aluísio de Azevedo “O Cortiço” representa muito bem o Naturalismo,pois as principais características desse movimento literário são a animalização do homem e as ações baseadas nos instintos naturais.João Romão representa muito bem as questões sociais,se enriqueceu através do dinheiro que Bertoleza guardava para conseguir sua liberdade.Jerônimo,Piedade e Pombinha representam as questões individuais,pois acabam se tornando produto do meio.Outra característica do Naturalismo presente no livro,é a personificação do cortiço,como relatado no trecho "Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava".
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Maria Luiza



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 9:02 pm

A obra "O Cortiço", considerado o melhor representante do naturalismo brasileiro, nos leva a um cortiço, no Rio de Janeiro, no final do século IXX. Pode-se perceber facilmente a visão que os naturalistas tinham das relações sociais, cada um dos personagens da obra representavam um determinado tipo de pessoa e também um problema social, por exemplo no desejo de enriquecimento que toma o personagem João Romão, Bertoleza que era explorada pelo seu patrão, escrava que trabalhava dia e noite, Miranda que é fruto de um casamento com Estela no qual é uma união por dinheiro e não por amor, Pombinha que no fim vira uma prostituta,e ainda a imagem que os naturalistas faziam das relações pessoais no envolvimento amoroso entre Jerônimo e Rita Baiana. A obra mostra características marcantes do Naturalismo, como a animalização dos personagens, retrato da realidade e o instinto natural, e está ligada ao determinismo.
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Laura Alves



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 9:04 pm

A obra "O cortiço" de Aluísio de Azevedo, uma das principais do Naturalismo, retrata a sociedade brasileira da época animalizada em um cortiço, o qual é personificado. Apresenta também características como o adultério, análise patológica e biológica, casamento por interesse, a ganância pelo lucro, muito bem retratada através de João Romão, a crítica social, e evidencia que o homem é produto do meio. Nota-se além do naturalismo o determinismo, e o afastamento do romantismo.
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Ana Júlia Defeo



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 10:11 pm

De 1890, "O Cortiço", por Aluísio Azevedo, é uma obra de cunho Naturalista, que foi fortemente influenciada por correntes científicas como: O Determinismo de Taine (o ser humano é compreendido como produto de três fatores determinantes: o meio ambiente onde estivesse inserido, a raça a que pertencesse e a contextualização do momento histórico vivido) - fazendo uma comparação com personagem o Jerônimo, que "abrasileirou-se"; e o Evolucionismo de Darwin - que influenciou o forte zoomorfismo da obra. Assim, com análises patológicas e biológicas muito presentes, os personagens são caricaturas exageradas da moral afetada da época. O autor valoriza a coletividade e a retratação não só das mazelas sociais, como a burguesia aristocrática.
Os personagens que se destacam são:
*João Romão - Português avarento, mesquinho e explorador que a princípio é um membro largado da estirpe, enriquece, e se torna um apreciador da boa vida mesmo que precise se livrar ou enganar os demais;
*Bertoleza - Escrava fugida, trabalhava na venda de João Romão e vivia com ele, foi enganada por este ao entregar seu dinheiro para comprar sua carta de alforria. Trabalhava exaustivamente para ter um fim trágico ao fim da obra;
*Jerônimo - Homem esforçado vindo de Portugal com sua família para o Brasil, corrompido pela sociedade ao se envolver com Rita Baiana e os costumes brasileiros;
*Pombinha - Assim como Jerônimo, esta personagem teve suas características modificadas pelo determinismo, quando tem um relacionamento com Léonie, e vira prostituta, se aproveitando dos prazeres carnais;
*Miranda - Burguês que se casou com Estela apenas por interesses econômicos, vivia uma vida regada à rekalke inveja, amizades e relacionamentos falsos, títulos e dúvidas.
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Julialino



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 10:33 pm

A obra ‘’O Cortiço’’, retrata o cotidiano e o ambiente em que as pessoas viviam. João Romão foi quem fundou o cortiço, era ambicioso, sempre queria dinheiro, explorava de Bertoleza escrava e sua amante, trabalhava dia e noite e entregava todo seu dinheiro para João Romão. Jerônimo era um português, trabalhador honesto, administrador da pedreira de João Romão e que se envolve com Rita Baiana, mulata, mulher sensual que atraia vários homens naquela época e Miranda, rico, aristocrata que morava do lado do cortiço e tinha um casamento baseado no interesse social. Brigava com João Romão pelo terreno e por quem tinha maior ascensão social.
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Nicole Valadares



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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   Qui Ago 18, 2016 11:32 pm

O naturalismo, evidentemente marcado na obra "O Cortiço", apresentou características como o zoomorfismo, animalizando objetos, tais como "o cortiço acordava, fossando e fugando".
Paralelamente, várias correntes científicas tomavam forma na Europa, como o darwinismo, o determinismo e a psicanálise, influenciando extremamente as obras realistas e naturalistas.
Cada personagem do livro confirma tais correntes, como pode ser visto no Jerônimo que veio para o Brasil e foi corrompido com a cultura e as mulheres brasileiras, demonstrando o determinismo que o homem é produto do meio. Miranda que é um burguês e se casou com Estela apenas interessado em seu "dote". João Romão um homem ganancioso, explorador e acumulador de riquezas. Bertoleza que é uma escrava fugida mas que acabava sendo explorada por João Romão sem ter consciência disso.
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MensagemAssunto: Re: O Naturalismo e a Obra   

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